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Campanha chama atenção para importância do teste do pezinho

Nesta quarta-feira, 6, é comemorado o dia nacional do Teste do Pezinho. O mês de junho também é dedicado a alertar as famílias sobre a importância do exame. Para isso foi criada a Campanha #junholilás. O teste do pezinho é uma iniciativa das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Brasil.

O teste é um exame rápido, em que gotinhas de sangue do calcanhar do bebê são coletadas. Para que a prevenção seja possível, a coleta deve ser efetuada nas primeiras horas de vida, entre o 3º e 5º dia de vida do bebê.

Para a neonatologista Ana Paula Guimarães, o objetivo principal do exame é detectar precocemente doenças que, se prevenidas, podem evitar sequelas. “Dentre as patologias do rastreio básico que o SUS oferece a todo o recém-nascido na grande maioria das maternidades, estão a fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, além da hiperplasia adrenal congênita.”

O teste do pezinho pode impedir o desenvolvimento de doenças genéticas e metabólicas que podem levar a Deficiência Intelectual ou causar prejuízos à qualidade de vida da criança. Além do teste gratuito oferecido pelo SUS, há também a opção do teste ampliado na rede particular, capaz de detectar até 50 doenças.

Hipotiroidismo Congênito

Marília Ferreira e sua filha Helena./ Foto: Arquivo Pessoal.

A obstetriz Marília Ferreira teve filhas gêmeas em 2016, que nasceram prematuras. No quinto dia de vida, foi feito o teste do pezinho, e o resultado da pequena Helena deu alterado para hipotiroidismo.

“A APAE de São Paulo confirmou o hipotiroidismo congênito e na UTI mesmo ela recebeu a visita de um endócrino para iniciar o tratamento. Quando recebeu alta, a APAE entrou em contato comigo para oferecer tratamento e acompanhamento gratuito com a equipe médica deles, mas por uma questão de logística, iniciamos com um endocrinologista pediatra.”

Marília conta que têm feito o acompanhamento com o profissional, e que acredita que seja um hipotiroidismo transitório, comum em crianças prematuras. Helena faz reposição hormonal diariamente, a fim de evitar o avanço da doença.

“Para nós, o teste do pezinho foi fundamental para o diagnóstico de uma doença que se não for tratada pode causar lesões neurológicas e atrapalhar todo o desenvolvimento da Helena.”, diz a mãe.

Deficiência de G6PD

Bárbara dos Santos e seu filho Daniel./ Foto: Arquivo Pessoal.

A advogada Bárbara dos Santos é mãe de Daniel, de quatro anos. Daniel fez o teste ainda na maternidade, sua mãe optou pelo teste ampliado, particular.

“Após o resultado, fomos convocados na APAE para repetir o teste, devido a uma alteração, e foi constatada deficiência de G6PD, uma deficiência na enzima Glicose 6- Fosfato Desidrogenase.”

Bárbara conta que, apesar da doença não ter cura, pois se trata de uma condição genética, o tratamento é preventivo. Existe uma lista de medicamentos e alimentos que devem ser evitados. Fazendo a restrição, a pessoa com deficiência terá uma vida absolutamente normal.

“Quando eu descobri a deficiência eu fiquei muito assustada. Procurei ajuda em vários profissionais e não encontrei, pois ela inclusive é pouco estudada ainda, mesmo pela hematologia. Mas consegui apoio através de um grupo de mães, fundado por outra mãe, Nilza Castro, o grupo ‘Mães que cuidam G6PD’, que oferece auxilio a mães como eu.”

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